Dizendo que o documento estava sendo assinado com o sentimento de revolta, dor e esperança de justiça, a AMAD, Associação de Defesa da População Negra de João Monlevade, divulgou “carta aberta” defendendo o direito das nossas crianças crescerem com dignidade, autoestima e respeito.
A “carta aberta”, que circula nas redes sociais, foi direcionada à Prefeitura de Monlevade, acusando profissionais da Escola Municipal Eugênia Scharlè, do bairro Vila Tanque, de ter cometido atos de racismo dentro do estabelecimento.
Dizendo que o ato de racismo ocorrido na Escola foi cruel e recreativo, a AMAD afirma que, usando falas e ilustrações, uma professora branca abusou dos alunos negros.
Os representantes da AMAD disseram que foram à Escola, à Secretaria de Educação e à Procuradoria Jurídica da Prefeitura, mas foram tratados com “desdém” e “indiferença”.
E o prefeito, dizendo que já tinha conhecimento do caso, nem teria recebido o grupo em seu gabinete.
A AMAD disse que exige a abertura de sindicância formal com transparência e participação de entidades negras; retratação pública da Escola Eugênia Sharlè e da Secretaria de Educação; responsabilização administrativa e pedagógica da professora e da direção envolvidas; e a criação de uma política pública real e eficaz de enfrentamento de ao racismo nas escolas.