Pela primeira vez desde 1960, os casais que vivem juntos sem casar se tornaram maioria no Brasil. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, mostram que 38,9% dos brasileiros em relações conjugais vivem em união consensual, superando os que possuem casamento civil e religioso, que é de 37,9%.
A mudança reflete um novo comportamento social, em que o convívio e a estabilidade emocional pesam mais do que o ritual formal.
O estudo aponta que a união estável é mais comum entre jovens e famílias de menor renda, enquanto casamentos tradicionais predominam nas faixas mais ricas e entre idosos.
De acordo com o IBGE, o custo e a burocracia continuam sendo fatores decisivos: “Casar formalmente é caro”, explicou a analista Luciene Longo. Estados como Amapá, com 62,6%, lideram o ranking de uniões informais, enquanto Minas Gerais, com 29,4%, apresenta o menor índice.
O levantamento ainda revela que os sem religião formam o grupo com mais uniões consensuais, enquanto evangélicos e católicos mantêm maior adesão aos casamentos formais, um retrato da diversidade de amores e arranjos familiares que moldam o país.