Senadores e deputados federais da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS pediram ao STF, nesta terça-feira, a apreensão do passaporte e o monitoramento por tornozeleira eletrônica do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O pedido por medidas cautelares é assinado pelo relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, pelo líder da oposição a Lula no Senado, Rogério Marinho, pelo senador Eduardo Girão e pelos deputados Adriana Ventura, Luiz Lima e Marcel van Hattem. Citado em depoimentos e em materiais apreendidos pela Polícia Federal ao longo da investigação dos descontos ilegais de aposentadorias, o filho de Lula deve retornar a Madri, Espanha, onde mora atualmente, após passar as festas de fim de ano no Brasil. Para os membros da CPMI, o retorno de Fábio Lulinha à Espanha pode “obstaculizar a continuidade das investigações e eventual responsabilização”.
Os senadores e deputados citaram a imposição de cautelares à empresária e amiga do filho de Lula, Roberta Luchsinger, alvo de buscas e apreensão da PF no último dia 18 de dezembro, como argumento. “A adoção de medidas cautelares análogas às impostas a Roberta justifica-se como instrumento de asseguração de eventual aplicação da lei penal”, alegaram.
A PF investiga se Fábio atuou, através de Roberta, como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e principal operador dos descontos ilegais.
O “Careca do INSS” teria transferido R$ 1,5 milhão à empresária e dito que uma das parcelas de R$ 300 mil seria para o “filho do rapaz”.
O codinome, no entanto, ainda não foi identificado.
Quando comunicou ao ministro André Mendonça que investigaria o filho de Lula, a PF pontuou que Fábio foi citado em conversas de terceiros.